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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

...e eu não existo sem você


Os objetos pareciam ganhar vida. A programação da t.v. tinha adivinhado seu estado e conspirava munido a filmes água com açúcar e romances misturados ao drama, nem o clima favoreceu. A planta dançante não balançou nem respondeu se precisava de água. Era nítida a falta e o vazio. Experimentou uma saída com os amigos regada a risadas e conversas divertidas. O lugar vago ao lado dela continuava ali, intacto, como se estivesse reservado ao dono do sorriso largo e olhos pequenos. As músicas lembravam as dancinhas engraçadas e os exemplos de situações vividas pareciam ter saído do baú dele.
Sim, o equilibrio e controle da situação tinham sido levados pela enxurrada de lágrimas que brotavam sem razão e sem esforço. As noites e dias se invertiam, como tentativa de acelerar o tempo, ou não vê-lo passar. Os cheiros e vestígios de que tinha passado ali, alguém ligeiramente mais desorganizado que ela havia ido embora junto com sabão em pó e amaciantes.
Essa semana decidira que espalharia fotos pela sala e quarto. Não pelo medo de que a ausência se tornasse parte da vida dos dois, mas pra reforçar que ele voltaria, que ela seguraria a barra por mais dez dias e meio e que nada os levariam pra caminhos opostos novamente.


Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.

Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!"

domingo, 9 de novembro de 2008

Já deu,né?!



Chega de Saudade

Vai minha tristeza,
e diz a ele que sem ele não pode ser,
diz-lhe, numa prece
Que ele regresse, porque eu não posso Mais sofrer.
Chega, de saudade
a realidade, É que sem ele não há paz,
não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

Mas se ele voltar,
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca,
dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos, e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim.
Não quero mais esse negócio de você longe de mim..