sexta-feira, 24 de abril de 2009

E a batalha continua....


Original em: http://www.osvigaristas.com.br

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A delícia e a dor de ser



Não tenho anos de experiência, não sou graduada em culinária, não sou exímia na organização e limpeza. Mesmo assim, tem dias que rolo da cama mais cedo e brinco de casinha. Tenho andado com vontade e fome de aprender. Fome de agradar, fome de engordar as visitas e o marido.
Olho pra folhas do calendário não tão antigas, e dou risada do que tenho me tornado aos poucos. Vejo que as andices regadas a açaí e bate perna com as amigas, churrasco e tardes em bar quando as aulas acabavam mais cedo da faculdade, dão lugar a compras no supermercado e disk rações do cachorro. As leituras e futricações em sites continuam, mas acrescidas de visitas ao "tudogostoso.com, receitasrapidasefaceis.com.br" "dicasdedecoração.com" e assim vai...
Não grito mais "mããããããe,cadê minha roupa?" mas ouço "Amoooorr,vc viu minha calça?". Meu pai não buzina mais a minha espera pra chegarmos no horário em algum lugar. Hoje o celular toca e tenho consciência que se não agilizar, pacientes vão esperar, chefe vai ralhar e eu quem vou ter de responder por mim.
Não estou, nem pretendo ingressar na vida adulta por completo por enquanto. As contas continuam não sendo pagas por mim, aliás, não consigo pagar nem as minhas inteiras. Não sei como é sustentar uma pessoa ou uma família e muito menos um cachorro. Só tento ser parte do que faz a vida de quem amo funcionar. Me esforço pra tudo estar em ordem pra poder quando quiser, viajar no feriado e ainda chegar ao final do mês com jantarzinho e cinema. Não sei se um dia vou ser a primeira a entrar no carro e não deixar ninguém a minha espera, ou conseguir entrar na loja, escolher meu carro e pagar inteiramente por ele. Não sei se vou crescer por completo nem atingir o que a maioria atinge. Me descubro despretenciosa mas não acomodada e sem ambição. Tenho aprendido a viver e divertir com situaçoes de dor que o crescimento traz e deliciar com a vida que Deus muito bondosamente me deu.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ah, tolinha!



Quando eu tinha mais ou menos oito, nove anos, morava em um lugar com muitos eucalíptos e com um clima que proporcionava o bailar dessas árvores. Sempre que chovia, ventava exageradamente e pra mim era quase uma dança fúnebre. Tinha pavor. Imaginava que a qualquer momento aqueles galhos elásticos iriam entrar teto a dentro!
Tenho algumas manias que chegam a ser paúras. Algumas pessoas sabem de algumas, outras sabem de poucas ou nenhuma. Uma dessas excentricidades, é que quase sempre penso em tragédias, daquelas (im)possíveis de acontecer, com probalilidades que até a Nasa gostaria de discutir a respeito!
Se estou dirigindo vem à minha mente que o cara não arrumou o pneu direito, ou a barra de direção vai partir e eu vou junto. Ou antes de dormir penso num incêndio. Já imagino me jogando do sétimo andar com notebook e cachorro a tiracolo. Corro e em dias de chuva penso que um raio pode me atingir e visualizo um velório, caxão lacrado e comadres pra cuidar do ex-marido. Tem também as tops de linha. Do caminhão da frente soltar alguma coisa e atingir minha garganta, ou o piso do elevador despencar com ele. Esse eu até ja ensaiei onde vou colocar os pés caso aconteça. A mais recente é com comida. Sabe a história da menina que morreu e primeiro foi amputado mãos e pés?Pois é, tudo que como eu penso, será que vai acontecer comigo? Tem microorganismos e bactérias que vão comer meu aparelho digestivo?
Realmente não sei de onde vem tanta mirabolice, mas depois de fazer do meu ócio uma fonte de pensamento, vi que talvéz seja por ter medos absurdos que continuo saindo da cama. Dirijo, corro, entro em elevadores, arrisco cozinhar e viver. Invento receitas pra minha vida com pitadas de ousadia e ingredientes de risada da minha própria tolice.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Cartoons


O cartunista Bob Flynn tem uma teoria simples e interessante. Segundo ele, um personagem de desenho animado inesquecível, além de ser único e original, possuí um design muito forte. Ele revela que esse design forte vem das suas formas bastante contrastantes e que, por isso, podem ser reduzidas a simples silhuetas singulares. E é aí onde a brincadeira começa…As sombras das celebridades dos desenhos!!!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Ilumina-me



"Gosto de ti como quem gosta do mundo,
Gosto de ti como quem abraça a vida,
Gosto de ti como quem vence a demora,
Como quem crê no agora,
Como quem traça um destino,
e à beira-rio faz um hino,
na margem deixa uma voz
talvez um pedaço de nós
nesta distância que tem fim.

Gosto de ti como quem se adoça na pele,
Gosto de ti como quem solta uma asa,
Gosto de ti como tinta e pincel,
Como a palavra no papel,
Como quem solta um balão,
um sonho a ganhar dimensão,
num céu de azul e poema,
um toque, um beijo, um lema
E um mapa de mim para ti.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.(...)

Gosto de ti como as mãos na maresia,
Gosto de ti quando a relva se refresca,
Gosto de ti quando em mim se inicia,
Esta saudade tão bravia,
Como uma haste de fé,
um gesto em rodapé,
e num desejo tão estreito
uma luz em que me deito
E um tempo só para nós.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.(...)"

*Versão adaptada por mim!





quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Diálogo entre loiras...




Tsc Tsc Tsc=¬

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

...e eu não existo sem você


Os objetos pareciam ganhar vida. A programação da t.v. tinha adivinhado seu estado e conspirava munido a filmes água com açúcar e romances misturados ao drama, nem o clima favoreceu. A planta dançante não balançou nem respondeu se precisava de água. Era nítida a falta e o vazio. Experimentou uma saída com os amigos regada a risadas e conversas divertidas. O lugar vago ao lado dela continuava ali, intacto, como se estivesse reservado ao dono do sorriso largo e olhos pequenos. As músicas lembravam as dancinhas engraçadas e os exemplos de situações vividas pareciam ter saído do baú dele.
Sim, o equilibrio e controle da situação tinham sido levados pela enxurrada de lágrimas que brotavam sem razão e sem esforço. As noites e dias se invertiam, como tentativa de acelerar o tempo, ou não vê-lo passar. Os cheiros e vestígios de que tinha passado ali, alguém ligeiramente mais desorganizado que ela havia ido embora junto com sabão em pó e amaciantes.
Essa semana decidira que espalharia fotos pela sala e quarto. Não pelo medo de que a ausência se tornasse parte da vida dos dois, mas pra reforçar que ele voltaria, que ela seguraria a barra por mais dez dias e meio e que nada os levariam pra caminhos opostos novamente.


Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.

Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!"